| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | F. littoralis |
O formigueiro-do-litoral é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae.
Nomes alternativos não constantes na literatura: com-com, conconha.
Ameaçado de extinção. Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. Formicivora littoralis é considerada a única espécie de ave endêmica de restinga em todo o litoral do Brasil (Gonzaga & Pacheco, 1990), estando ameaçada nos níveis global (IUCN, 2004) nacional (Machado et al. 2005) e regional (Alves et al., 2000).
Seu nome científico significa:do (latim) formica = formiga; e -vorus, vorare = que devora, que come, devorar; e do (latim) littoralis, litus = da litoral, litorâneo. ⇒ Papa formiga do litoral ou devorador de formigas litorâneo.
Mede 14 cm de comprimento, pesa 15 gramas. O macho é negro com detalhes em branco, bem visíveis nas asas e na cauda, curiosamente adornada por pequenos círculos. Já a fêmea tem a face clara, coberta por uma máscara negra sobre os olhos; o dorso é castanho e o ventre, bem claro, resultando em uma excelente camuflagem.
Chamado de formigueiro-do-litoral, esse pássaro não vive apenas à caça de formigas. Sua dieta, ainda pouco conhecida, inclui, entre outros, pequenos invertebrados que vivem na restinga (larvas, mariposas, coleópteros). Para obter água, vale-se especialmente do acúmulo de água da chuva, que encontra no interior de bromélias ou em depressões no solo.
O ninho é preso em uma forquilha a 54 cm do solo, possui forma de cesto e é basicamente elaborado com fibras vegetais, cascas de árvores e teia de aranha, forrado com finas e macias fibras onde a fêmea deposita dois ovos brancos. O casal alimenta os filhotes castanho-escuros, principalmente, com larvas, mariposas e ortópteros.
Habitante das restingas e formações litorâneas do litoral fluminense prefere as áreas próximas à praia, onde a vegetação é espinhosa, formando uma frágil, mas quase impenetrável, muralha de galhos secos, rica em cactos e bromélias. Ali ele se locomove por meio de saltos, no solo ou na ramaria, às vezes realizando voos curtos. Foi constatada a ausência da espécie nos diferentes remanescentes de Mata Atlântica investigados no interior do continente. A especulação imobiliária na região dos lagos do Rio de Janeiro tem sido a maior causa da destruição das restingas e, portanto, de sua ameaça de extinção.
Sua distribuição é restrita à Região dos Lagos (RJ), com ocorrência registrada para os municípios de Saquarema, Araruama, Arraial do Cabo (montanhas e na restinga de Massambaba), São Pedro D’Aldeia, Cabo Frio (Gonzaga & Pacheco, 1990) e mais recentemente para Iguaba Grande (Vecchi & Alves, no prelo).